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Constelação Familiar

A Constelação Familiar é uma abordagem fenomenológica desenvolvida por Bert Hellinger, que compreende que padrões de comportamento podem ter raízes nos sistemas familiares.

Todas as pessoas fazem parte de um sistema familiar e estão conectadas a ele por laços que muitas vezes passam despercebidos, gerando condicionamentos e padrões em oposição a uma força criativa e vital que impulsiona a vida. 

 

Os problemas ou doenças no presente podem estar ligados a conflitos em gerações passadas que permanecem sem solução ao longo do tempo. Trazer clareza e compreensão sobre a história familiar, social e cultural, considerando as correntes invisíveis que nos prendem e as possibilidades de liberação, permite ampliar a visão para resoluções. 

 

A constelação familiar pode ser realizada em grupo ou individual, abordando problemas psicológicos, doenças, dificuldades na relação de casal, no relacionamento com o trabalho e o dinheiro, problemas de relacionamento com a família, questões empresariais e organizacionais, entre outros.

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Tipos de Constelação Familiar

Constelação familiar individual

A constelação familiar individual é conduzida exclusivamente entre o terapeuta e o paciente, com o intuito de acessar o campo morfogenético para identificar os emaranhamentos que afetam o sistema familiar do cliente.

 

Ao adentrar o campo energético, torna-se possível compreender as dinâmicas presentes na estrutura familiar. O próximo passo é utilizar representações simbólicas para personificar os membros da família do cliente.

 

Na prática individual, a constelação familiar é realizada com o uso de bonecos ou outros objetos. O paciente seleciona os elementos que representarão os integrantes de sua família e os posiciona conforme as indicações do campo.

 

Embora algumas pessoas possam sentir que o processo individual dificulta a conexão com o campo, segundo Hellinger, em sua obra "Ordens do Amor", ao se aproximar dos objetos é possível perceber a energia dos membros familiares envolvidos na situação. Essa percepção energética possibilita dar continuidade à constelação.

 

Por meio da interação no campo e da sensibilidade do constelador, é possível identificar os desequilíbrios presentes no sistema familiar. "O constelador dispõe de um sistema de verificação próprio. Por isso, é crucial que o terapeuta esteja com a mente livre para permanecer presente na cena. Quando há essa presença, a resposta sempre emerge", esclarece Diego Centelhas.

 

No livro "Constelações Familiares - O Reconhecimento das Ordens do Amor", Hellinger explica que a validação das hipóteses do constelador se dá pelas reações manifestadas pelo cliente. Conforme sua visão, essa revelação permite que o cliente adquira um entendimento sobre seu sistema familiar, o que pode ser libertador.

 

Após a revelação dos desequilíbrios, é necessário realizar o processo de integração do conflito. Nesse sentido, o constelador pode orientar o cliente na dinâmica mais apropriada para aquela situação, que pode envolver a reintegração de alguém excluído da família, a aceitação de fatos previamente ignorados ou até mesmo o distanciamento em uma relação desequilibrada. É crucial ter em mente que cada família possui sua própria história, portanto, para cada situação, uma abordagem personalizada é necessária.

Constelação familiar em grupo

O objetivo da constelação familiar em grupo é o mesmo que na abordagem individual: visualizar o campo morfogenético do cliente para identificar emaranhamentos em seu sistema familiar.

 

Nesse contexto, a constelação em grupo envolve a participação de outras pessoas, que podem atuar como representantes dos membros da família do cliente ou simplesmente observar o processo.

 

Normalmente realizadas em workshops com horários agendados, as constelações em grupo seguem uma dinâmica semelhante às individuais. O cliente compartilha sua questão com o constelador, que então seleciona pessoas da plateia para representar os membros de sua família.

 

Ser um representante requer deixar de lado o próprio sistema familiar, ego, julgamentos e preconceitos, como destacado no livro "O Poder da Constelação em 27 Relatos". Os representantes podem encontrar-se representando pessoas falecidas, desafetos, medos e doenças do sistema familiar do cliente.

 

Com os representantes escolhidos, o constelador guia o cliente para posicionar cada um de acordo com sua sensação interna. Segundo Hellinger em "Constelações Familiares - O Reconhecimento das Ordens do Amor", os representantes muitas vezes sentem-se como as pessoas reais que estão representando e podem manifestar sintomas dos membros da família.

 

À medida que a dinâmica avança e os envolvidos entram em contato com o campo morfogenético, são guiados pela energia do sistema familiar.

 

Idealmente, o constelador intervém o mínimo possível, permitindo que a dinâmica se desenvolva naturalmente. No entanto, em alguns momentos, pode ser necessário verificar o bem-estar dos envolvidos e buscar feedback sobre suas sensações e desejos.

 

Assim como na constelação individual, o constelador observa atentamente os acontecimentos e busca validar hipóteses para identificar a origem dos emaranhamentos no sistema familiar. O momento de integração do conflito ocorre quando a resposta é encontrada, embora seja importante reconhecer que cada constelação é única e pode demandar desfechos específicos.

Considerações à serem feitas

Após a constelação, como é o acompanhamento e a integração das percepções e insights obtidos?

Quando alguém participa de uma constelação familiar, os efeitos do processo não se limitam apenas à pessoa em questão. Familiares e outros indivíduos envolvidos na dinâmica, mesmo aqueles que não estavam fisicamente presentes, podem sentir sua influência, já que todos compartilhamos campos morfogenéticos entrelaçados. Portanto, quando uma questão é abordada e integrada, isso pode desencadear uma reação em cadeia.

Após o término da constelação familiar, é recomendável que o cliente deixe a sessão e evite ponderar excessivamente sobre o que ocorreu durante a dinâmica, além de evitar compartilhar detalhes com outras pessoas. É importante reconhecer que algumas das informações reveladas no campo morfogenético podem ser desafiadoras de processar inicialmente.

Além disso, discutir a experiência com outros profissionais também não é aconselhável. Cada profissional que trabalha com essa forma de terapia tem suas próprias abordagens e recursos para lidar com as situações apresentadas.

Não há vítimas

Em momentos de adversidade, é comum nos sentirmos desamparados, como se fôssemos vítimas das circunstâncias. Contudo, na abordagem da constelação familiar, o terapeuta não valida essa perspectiva de vitimização. Como destaca Centelhas, "Se eu vejo meu cliente como vítima, estou dizendo que ele não é capaz de se curar".

Embora possa parecer inicialmente uma abordagem rigorosa diante da vulnerabilidade, essa postura visa enxergar o cliente em sua totalidade, independentemente de como ele se percebe. "Se um cliente se identifica como vítima, é importante orientá-lo para um caminho diferente", observa o terapeuta.

Na dinâmica da constelação familiar, há uma compreensão de que as pessoas têm responsabilidade pelas situações que enfrentam. Essa revelação pode despertar uma variedade de sentimentos, muitas vezes devido à nossa limitada compreensão do sistema familiar e à influência dos nossos próprios julgamentos.

Não há nada que precise ser perdoado

"Assim como não há vítimas, também não há necessidade de perdão dentro da dinâmica de constelação familiar", explica Centelhas. "Ao perdoar alguém, muitas vezes nos colocamos em uma posição de superioridade, o que pode desequilibrar o campo. Todos têm responsabilidade pelos eventos que vivenciam. Portanto, o perdão não é necessário."

Algumas descobertas podem ser desafiadoras de assimilar.

Em uma terapia de constelação familiar, o contato com o campo morfogenético pode revelar situações desafiadoras, como assassinatos, mortes, abortos, abusos sexuais e injustiças. Lidar com essas informações pode ser difícil, mas, de acordo com Centelhas, é parte essencial da prática terapêutica, pois permite ao cliente ter consciência do que o campo revela.

Entretanto, essa compreensão pode ser também libertadora, pois auxilia na compreensão e integração dos conflitos presentes no sistema familiar.

Há um intervalo de tempo que deve ser observado entre uma constelação e outra

Passar por uma terapia de constelação familiar pode desencadear transformações profundas na vida de alguém. No entanto, essa prática influencia a energia do campo morfogenético do sistema familiar, o que pode gerar movimentos intensos. Por essa razão, não é aconselhável realizar constelações em um curto intervalo de tempo. O período ideal para repetir o procedimento é de seis meses.

Qualquer tipo de questão pode ser abordada por meio da constelação

Seja uma unha encravada, uma pessoa com uma doença terminal ou até mesmo uma empresa, é um fato que todos os tipos de questões podem ser abordados por meio da constelação e ter seus conflitos inseridos no contexto do sistema familiar.

Como posso marcar uma sessão de constelação familiar?

Quem estiver interessado em participar de uma sessão de Constelação Familiar pelo Sistema Único de Saúde pode buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima. Os profissionais lá poderão fornecer orientações sobre os procedimentos necessários para se envolver na dinâmica. É importante observar que a disponibilidade de agendamento depende das vagas disponíveis no sistema de saúde.

Além disso, também é viável agendar uma sessão com terapeutas que praticam a constelação familiar. Muitos deles conduzem as sessões em seus próprios consultórios. Para constelações em grupo, é possível participar de workshops onde a dinâmica é realizada.

Você gostaria de saber mais sobre os potenciais riscos associados à prática da constelação familiar?

A constelação familiar é uma prática terapêutica que busca melhorar a vida do paciente, e não deve ser considerada perigosa. No entanto, é importante ressaltar que não há evidências científicas que comprovem sua eficácia, e os conselhos federais de medicina e psicologia não a reconhecem como prática legítima.

Além disso, a constelação familiar sistêmica não deve substituir a psicoterapia realizada por psicólogos nem os tratamentos médicos para doenças psiquiátricas.

Como funciona?

A constelação familiar é uma abordagem terapêutica breve que não requer muitas sessões para abordar uma questão específica. Isso se deve ao seu foco energético e à sua capacidade de resolver conflitos de forma direcionada.

Durante as sessões, são utilizadas dinâmicas que envolvem a representação do sistema familiar do cliente e a conexão com o campo morfogenético desse sistema. Essa abordagem possibilita identificar possíveis desequilíbrios e entender as origens dos problemas enfrentados pelo cliente.

Quando alguém percebe que uma questão está causando um bloqueio em sua vida e é difícil de resolver, a constelação familiar pode oferecer uma abordagem eficaz.

É importante destacar que, assim como outras formas de terapia, a constelação familiar deve ser conduzida por um profissional qualificado, como um constelador ou facilitador, que tenha formação específica nessa abordagem terapêutica.

Benefícios da Constelação Familiar

Há vantagens e desvantagens na prática da constelação familiar. Entre os benefícios, Centelhas aponta transformações significativas na vida, como a melhora nos relacionamentos familiares, resolução de questões financeiras, afetivas e, em alguns casos, até mesmo na saúde. No entanto, é importante reconhecer que os resultados podem variar de pessoa para pessoa, já que cada indivíduo e sistema familiar são únicos.

De maneira geral, a constelação familiar pode proporcionar esclarecimentos valiosos para o cliente, incluindo:

  • Identificação de dinâmicas ocultas dentro do sistema familiar;

  • Ajuda para encontrar o lugar adequado de cada membro dentro da dinâmica familiar;

 

  • Quebra de padrões e comportamentos prejudiciais que afetam a vida dos envolvidos;

  • Possibilidade de integração e resolução de conflitos do passado, promovendo melhorias em áreas anteriormente aflitivas.

Constelação familiar não substitui terapia

Segundo a Associação Brasileira de Constelações Sistêmicas, a terapia de Constelação Familiar não visa substituir outras formas de terapia ou se sobrepor à medicina convencional. Em vez disso, ela é concebida como um complemento que permite ao indivíduo compreender melhor seu sistema familiar e suas dinâmicas.

 

Em março de 2018, o Ministério da Saúde incorporou a Constelação Familiar à lista de procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa inclusão foi feita no âmbito das Práticas Integrativas e Complementares (PICs), reconhecendo-a como uma terapia complementar capaz de contribuir para a promoção da saúde e o bem-estar da população.

Como nasceu a Constelação Familiar

A terapia da Constelação Familiar foi criada pelo terapeuta, filósofo, teólogo e pedagogo alemão Bert Hellinger. Durante 16 anos, ele atuou como missionário na África do Sul, numa tribo Zulu, e percebeu que os integrantes da tribo possuíam uma dinâmica própria para a resolução de conflitos. "Ninguém tinha um problema na tribo. Quando algo acontecia, esse problema era de todos, não haviam fatos isolados e sim um porquê coletivo", explica o terapeuta transacional e de Constelação Familiar transacional Diego Centelhas

De volta à Alemanha, Hellinger estudou de forma profunda a psicologia, tornando-se proficiente em diferentes tipos de terapia, como psicanálise, terapia gestáltica, análise transacional, hipnoterapia e terapia de sistemas familiares.Essas diferentes correntes, associadas a outros conceitos estudados por Hellinger, foram fundamentais para que ele chegasse ao entendimento do método de Constelação Familiar.

Quando foi criada, nos anos 1980, ainda não era possível todos os mecanismos da terapia. Porém, na década seguinte, com o mapeamento do Genoma Humano, foi possível descobrir que os genes transmitem memórias ancestrais para gerações futuras.Essas memórias passaram a ser conhecidas em âmbito científico como memórias epigenéticas. Mais para frente o biólogo inglês Rupert Sheldrake fundamenta a teoria dos campos morfogenéticos.

Memória coletiva

No livro "Constelações Familiares - O Reconhecimento das Ordens do Amor", de Bert Hellinger e Gabriele ten Hovel, é explicado que quando uma pessoa nasce, além da herança genética ocorre uma transmissão de informações por meio dos campos mórficos.Nesses campos existe uma espécie de memória coletiva da espécie a que se pertence. E essa memória é enriquecida em cada indivíduo da espécie e cada indivíduo dessa espécie está ligado a essa memória.

De certa forma, a teoria de Sheldrake dá embasamento científico para o que Carl Jung chamava de inconsciente coletivo", explica Centelhas.O inconsciente coletivo é uma das principais teorias de Carl Jung, na qual acredita-se que existe um conjunto de pensamentos e sentimentos compartilhados com outras pessoas.Sendo assim, a mente humana teria características inatas impressas como resultado da evolução e essas predisposições são originadas dos nossos ancestrais.

Diego conta que a partir desse entendimento a constelação familiar se tornou algo mais viável de trabalhar ao longo da história.

Pilares da Constelação Familiar

Ao criar a Constelação Familiar, Hellinger descobriu, observou e validou as "Ordens do Amor".Segundo a coach sistêmica Juliana Isliker, facilitadora de grupos de constelação familiar online e presencial e organizadora do livro "O Poder da Constelação em 27 relatos", da Giostri Editora, essas leis têm o potencial de influenciar tanto a vida individual das pessoas quanto também um sistema familiar.Juliana explica que o não cumprimento dessas leis é um dos fatores que pode desencadear desequilíbrios e emaranhamentos no sistema familiar, ocasionando assim em problemas afetivos, financeiros, fobias, doenças e tendências suicidas.

As "Ordens do Amor" escritas por Hellinger e que iremos explicar melhor neste conteúdo são respectivamente:

 

Lei do pertencimento;
Lei da hierarquia;
Lei do equilíbrio.


Entenda mais sobre elas a seguir:

Lei do pertencimento

Todo indivíduo por natureza tem a necessidade de pertencer. Sendo assim, ao nascer, uma pessoa precisa se sentir parte de um sistema familiar ou institucional e ter sua posição reconhecida e valorizada."Essa premissa vale, inclusive, se algum membro da família cometeu algum ato considerado moralmente errado, como um assassinato, roubo, incesto, abuso sexual", explica Centelhas.De acordo com o especialista, quando isso acontece, é comum que as pessoas da família prefiram esconder e esquecer o assunto, com o objetivo de fazer com que aquele indivíduo não faça mais parte da família

 

O problema é que quando uma pessoa é afastada ou excluída do sistema familiar isso causa um sofrimento chamado "Dor dos Excluídos" e pode ocasionar problemas nas gerações futuras. Isso faz com que os sucessores da família reproduzam e sejam, de alguma forma, afetados por essa exclusão, sem saberem o real motivo.

A Lei do Pertencimento também se aplica quando uma pessoa foi prejudicada por alguém da família. Um exemplo seria um dos pais ter tido uma relação afetiva mal resolvida no passado antes de conhecer a pessoa com quem se casou.Uma situação hipotética para exemplificar a lei seria um pai que teve uma noiva que foi abandonada por ele pra que o mesmo pudesse constituir a atual família. Essa falta de resolução gera uma injustiça que desequilibra o sistema familiar.

Essa situação vivida no passado pode ter sido esquecida, mas não deixa de existir. E pode fazer com que, por exemplo, a filha do casal tenha um relacionamento conturbado com o pai.Uma possível explicação para esse relacionamento conturbado entre pai e filha seria o fato da garota estar manifestando a dor da mulher que foi substituída.

Segundo o livro "Ordens do Amor" escrito por Bert Hellinger, "quando alguma pessoa é excluída seu destino é inconscientemente assumido por membros subsequentes da família".A solução para equacionar o conflito seria integrar novamente à família a pessoa que foi excluída, pois essa aceitação possibilita que a injustiça seja compensada e os destinos não precisam mais ser repetidos.

Lei da hierarquia

Além de pertencer, cada indivíduo ocupa uma posição dentro do sistema familiar. De acordo com Hellinger essa lei precisa contemplar a hierarquia de respeitar quem veio primeiro.Logo, a Lei da Hierarquia institui que os pais têm precedência aos filhos e os relacionamentos anteriores desses pais também ocupam um lugar de respeito na história de cada cônjuge.

"É muito comum que os filhos passem a ocupar o papel dos pais dentro de uma família. Isso causa um desequilíbrio", explica Centelhas. Ele pontua que "os filhos não podem ser maiores do que os pais. Quando isso acontece as pessoas param de ocupar os seus respectivos lugares dentro do sistema familiar".Esse tipo de desequilíbrio pode fazer com que, por exemplo, os pais naquela família manifestem um comportamento infantilizado e os filhos fiquem ansiosos, pois estão carregando uma carga emocional que não é sua.

Segundo Juliana, respeitar a hierarquia não significa se fidelizar ao sistema familiar, mantendo os mesmos comportamentos e padrões, pois implicaria em manter o sistema vigente, mas reconhecer e honrar aos que vieram antes de nós.

Ao respeitar e aceitar a hierarquia dos antepassados, é possível equilibrar novamente a segunda ordem do amor

Lei do equilíbrio

Muitos dos desequilíbrios no sistema familiar acontecem porque não há um equilíbrio entre dar e receber dentro do sistema familiar. Esse tipo de manifestação pode acontecer, por exemplo, dentro de um relacionamento afetivo em que um dos dois se doa mais do que o outro.

Somos acostumados a acreditar que se doar por amor não traz consequências negativas. No entanto, à luz da Constelação Familiar, esse desequilíbrio pode fazer com que a pessoa que recebeu demais torne-se dependente do par, passando a ser também menos interessante como parceiro(a). Isso faz com que a pessoa que se doou demais, mas não recebeu em troca, busque outras distrações ou outros parceiros(as), ocasionando assim uma traição entre o casal.

Da mesma forma, pode acontecer de a pessoa que está recebendo demais sentir-se culpada por não conseguir retribuir o amor que está recebendo e daí ela encontra uma forma de sair daquela relação, ou então atacar a pessoa que se doou demais para fazer com que ela se sinta inferior.

Vale ressaltar que o emaranhamento da lei do equilíbrio pode se manifestar também quando abandona-se a própria vida por alguém, um parceiro (a), filho, emprego.

Todos nós estamos submetidos às Leis do Amor?

Os especialistas ouvidos pelo Minha Vida explicam que o campo morfogenético é presente na vida de todas as famílias. Portanto, todas as pessoas são afetadas pelas Leis do Amor, mesmo que não tenham conhecimento de sua existência.

Preço da Constelação Familiar

A Constelação Familiar tem um preço que varia muito, principalmente entre as cidades. Em São Paulo, é possível encontrar profissionais capacitados que façam por uma média que varia entre R$ 400 a R$ 1000.

Segundo a psicóloga Amélia Kassis, "melhor opção é buscar sempre um bom profissional, com o qual se sinta afinidade, confiança e empatia e que tenha, é claro, reputação, vivência e experiência sólidas em Constelação Sistêmica Familiar".

Constelação familiar no SUS

A constelação familiar gratuita é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como parte do Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Também é possível encontrar aulas gratuitas de constelação familiar na internet.

Referências

"O Poder da Constelação em 27 relatos", organizado por Juliana Isliker e publicado pela Giostri Editora

Ministério da Saúde

Associação Brasileira de Constelações Sistêmicas

Amélia Kassis, psicóloga Junguiana com especialização em Técnicas Corporais e Terapeuta Shiatsu

*Os valores mencionados na matéria estão sujeitos a alterações após a data de publicação.

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